Ministra do Ambiente assegurou verba para recuperar acessos e linhas de água
Updated on 31/03/2026
A ministra do Ambiente esteve esta manhã (31 de março 2026) em Alcácer do Sal para a assinatura de um contrato-programa destinado a apoiar o Município nos investimentos mais urgentes na área das infraestruturas e património ambiental, no sentido de minimizar os terríveis impactos que as cheias tiveram no nosso concelho também nessa vertente.
São cerca de 2.1 milhões de euros que vão contribuir para apoiar na recuperação da ponte de São Romão do Sado, no ancoradouro da margem esquerda da cidade e no acesso sul à cidade de Alcácer do Sal e aos bairros do Forno de Cal e Quintinha, onde as obras já começaram.
Mais de metade do valor atribuído através do Fundo Ambiental será aplicado na limpeza, desobstrução e/ou consolidação de diversas linhas de água, nas quais se inclui a Ribeira de Sítimos e outras que habitualmente têm impacto na zona baixa da cidade.
Clarisse Campos, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, agradeceu o apoio da ministra do Ambiente, mas lembrou que, só em infraestruturas e edifícios municipais, os prejuízos estão contabilizados em 80 milhões de euros.
“Esta verba vai permitir iniciar algumas das empreitadas já em curso, mas necessitamos de muito mais”, declarou a presidente, especificando que “temos a encosta do castelo a precisar de ser reabilitada” e “temos os nossos comerciantes e empresários a precisar de dinheiros para avançar com os seus negócios”.
Estas intervenções integram-se num conjunto mais vasto apoiado pelo Ministério do Ambiente nas áreas afetadas pelas recentes intempéries. A tutela fez um levantamento, que corresponde a mais de 200 milhões de euros, entre os quais Maria da Graça Carvalho destacou as “obras urgentíssimas”, que representam um investimento de 50 milhões, em 40 municípios.
É importante “que, rapidamente, avancem para rapidamente estarem prontas”, disse a ministra, destacando a necessidade de criar segurança e bem-estar para os alcacerenses e para quem visita o concelho nos meses mais quentes. “Temos que estar prontos para termos uma primavera que compense para estas pessoas que já sofreram tanto”, concluiu, aludindo aos comerciantes da zona baixa da cidade.