A Ponte de São Romão do Sado – Enquadramento Técnico e Intervenção
Updated on 19/03/2026
A Ponte de São Romão do Sado foi sujeita a esforços hidráulicos excecionais, tendo ocorrido o galgamento do tabuleiro e diversos danos na infraestrutura, na sequência dos episódios de cheia registados no rio Sado, associados às tempestades Kristin e Leonardo, que provocaram inundações significativas no concelho de Alcácer do Sal.
Após a descida dos níveis de água, e no seguimento de registos efetuados pela corporação de Bombeiros Mistos do Torrão, a 18 de fevereiro, ficaram evidentes diversas debilidades na infraestrutura, tendo por razões de segurança ficado a ponte de imediato interditada ao tráfego.
O Município de Alcácer do Sal promoveu, desde o primeiro momento, uma avaliação técnica rigorosa da situação. Numa fase inicial, a 18 de fevereiro, foi acionado o regimento de engenharia do Exército Português que se encontrava a operar na encosta do castelo de Alcácer do Sal, para efetuar uma avaliação à ponte e ponderar a execução de uma ponte militar provisória como alternativa.
Não sendo tecnicamente viável, à data, a concretização da ponte militar e reconfirmada a debilidade da estrutura da ponte, houve a necessidade de, posteriormente, solicitar uma avaliação especializada ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), cujos técnicos procederam a uma inspeção detalhada da infraestrutura.
De acordo com o relatório técnico produzido, verificam-se, entre outras, as seguintes anomalias:
- Danos e ausência de guarda-corpos;
- Erosão significativa no encontro da margem esquerda, com perda de material de aterro e risco de comprometimento do suporte do pavimento;
- Fendilhação e deformação do revestimento da via nas zonas de transição;
- Presença de detritos acumulados junto aos pilares e encontros;
- Zonas pontuais de degradação do betão e exposição de armaduras.
Embora não tenham sido identificados indícios claros de instabilidade global da estrutura, as condições atuais não garantem a segurança da circulação, sendo necessária uma intervenção que inclua:
- Reparação dos elementos danificados;
- Reabilitação dos acessos e zonas de transição;
- Avaliação das fundações, incluindo inspeção subaquática;
- Eventual implementação de medidas de proteção estrutural.
Na sequência desta avaliação, o Município encetou contactos com diversas entidades e empresas especializadas, com vista à definição de uma solução técnica adequada e à preparação do procedimento para lançamento de uma empreitada de reabilitação.
Paralelamente, foi reanalisada a possibilidade de instalação de uma ponte militar provisória, em articulação com o Exército Português, tendo havido nova visita a 10 de março, cuja avaliação no local não foi conclusiva, tendo ficado o Exército de emitir relatório que até à presente data ainda não chegou à posse do Município.
Face ao exposto, encontra-se em desenvolvimento o processo conducente à execução de uma intervenção estrutural definitiva, tecnicamente sustentada, que assegure as condições de segurança, funcionalidade e durabilidade da ponte, sendo expectável que a obra de reparação da referida ponte possa iniciar dentro dos próximos 15 dias.
O Executivo Municipal continuará totalmente empenhado em resolver esta situação e não deixará de informar a população sobre todos os desenvolvimentos.
Este é um momento que exige responsabilidade, rigor e sentido coletivo.