Presidente Clarisse Campos reivindicou apoios adaptados à realidade do nosso concelho
Updated on 03/03/2026
A Comissão de Agricultura e Pescas da Assembleia da República esteve esta manhã em Alcácer do Sal para ouvir os representantes dos agricultores e os pescadores sobre o impacto das recentes intempéries e cheias no nosso território e, em particular, naqueles sectores. Por parte do Município, ouviram reivindicações sobre a adaptação dos apoios a conceder à realidade concelhia. “Estamos a atravessar um momento muito difícil. Na maior parte dos espaços temos tudo destruído, só temos paredes e, por isso, não nos calamos. Não nos podemos calar, porque precisamos mesmo da ajuda de todos”, resumiu a nossa presidente, Clarisse Campos.
Maurício Marques, presidente da Comissão, garantiu que esta visita teve precisamente o objetivo de conhecer a nossa realidade e as necessidades dos nossos produtores, para que possam sensibilizar o Governo para a tomada rápida de medidas no sentido de acudir aos negócios que estão aqui em causa. “Estamos ao lado destas entidades”, assegurou o deputado, no que foi seguido por outros parlamentares que intervieram.
A mesma garantia foi dada por Ricardo Pinheiro, o novo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, nesta que foi a sua primeira intervenção pública desde a tomada de posse, ocorrida na última sexta-feira. Disse que solicitou ao Ministério da Economia e Coesão Territorial que a plataforma de submissão de candidaturas e os próprios apoios tenham em conta as especificidades de Alcácer do Sal, o único concelho alentejano que esteve em Estado de Calamidade.
Na reunião participaram representantes da Associação de Agricultores de Alcácer do Sal, da Associação de Regantes e Beneficiários do Vale do Sado; da ANSUB – Associação dos Produtores Florestais do Alentejo Litoral, da Aparroz e Federação Nacional de Regantes. Todos falaram de grandes prejuízos, referidamente da destruição de canteiros, muros de maré e caminhos, assim como do troço de canal de rega que necessita de obras para que seja viabilizada a campanha de arroz deste ano e que aguarda 3 milhões de euros por parte do Estado.
Falaram igualmente em milhares de árvores (pinheiros e sobreiros) arrancadas ou derrubadas, perda de alimento para o gado, elevado número de mortes de animais e danos nas explorações pecuárias.
Na Carrasqueira, foi a vez daquela comunidade piscatória expor as suas preocupações, uma vez que também têm características muito próprias e uma atividade sazonal, o que dificulta a candidatura a apoios. Mais uma vez, pediram que seja criada legislação própria que tenha em conta a sua realidade e não apenas as grandes empresas e armadores de pesca.