Pazôa festejou 147 anos de portas abertas à cultura
Atualizado em 01/11/2026
“Esta é uma casa de cultura, de aprendizagem e de convívio, sempre de portas abertas e por onde passaram muitas gerações de alcacerenses. Cabe à nova direção escrever os próximos capítulos desta longa e extraordinária história”. Foi desta forma que a presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, saudou, este sábado (31 de outubro 2026), a Sociedade Filarmónica Progresso Matos Galamba (Pazôa), na festa que assinalou a passagem do seu 147.º aniversário. A autarca elogiou a forma como a banda se tem sabido renovar e reafirmou o grande compromisso do atual executivo permanente para com o associativismo, valorizando o seu papel na dinamização cultural do concelho.
Foi uma festa que começou bem cedo. Cerca das 14h já a banda filarmónica tocava, desfilando orgulhosamente pela avenida João Soares Branco, perfilando-se depois frente ao edifício dos Paços do Concelho, onde apresentou cumprimentos.
Já no Teatro Pedro Nunes, durante a sessão solene, Manuel Goucha, o novo presidente da direção da Pazôa, identificou as dificuldades e os desafios destes primeiros meses de mandato, apelando a um envolvimento dos autarcas presentes no apoio àquela coletividade. Destacou igualmente as muitas deslocações que a banda levou a cabo recentemente, o que permite reunir receitas, enquanto proporciona novas experiências aos músicos e promove o nome de Alcácer do Sal “fora de portas”.
Agradeceu a colaboração da câmara e das juntas de freguesia de Santiago e Santa Maria do Castelo e homenageou sócios e músicos mais antigos.
Depois, foi tempo de ver e ouvir o trabalho das diferentes valências da sociedade, como o ballet e as sevilhanas, sendo de destacar o regresso do grupo cénico, que apresentou uma divertida rábula, que arrancou sonoras gargalhadas do público.
O concerto foi vibrante e cheio de emoção. Após três composições novas no reportório da banda, muito fortes e empolgantes, seguiu-se um tributo a Jorge Palma. Os músicos tocaram diversas composições do recentemente falecido cantor, às quais Renato Carrasqueira deu voz. Houve ainda oportunidade para o maestro. Hugo Morais, lançar o desafio à autarquia, de integrar a banda da Pazôa num dos concertos da PIMEL, possibilitando uma interação com algum dos músicos cabeça-de-cartaz da nossa feira.